Arquivo da tag: metrópole

Programação – Domingo no Yayá

O Domingo na Yayá traz atrações que incluem música, contos, cantigas, exposições,  espetáculos e recitais de poesia. A duração é de 60 minutos e a classificação é livre.

A entrada é franca e o local não possui ar-condicionado e nem área para fumantes.
Também não há ingressos para entrada e o local comporta 40 pessoas.

Quando? Todo domingo às 11:00 hs
Onde fica? Rua Major Diogo, 353 – Bela Vista – Centro – SP
Fone: (11) 3106-3562

ECHOS

Metrópole

Eles não estão, não se permitem conectar, correm demais, agitam demais, não há sincronismo, não há dedicação.

Informações desencontradas, gente indo e vindo, são confusos, não se concentram, não se vêem, há um vazio no meio da multidão.

O falado não se ouve, abstratos cosmopolitas; os sons se fundem e não são apreciados. Há motores, luzes, celulares, cordas, bumbos, tudo emiti som, nada é ouvido.

O que será do povo de Babel, estão enfermos e não percebem, estão atrasados, necessitam sobreviver, necessitam correr, é preciso ser.

Não dá, eles não serão, estão entregues, não há motivos para entender, são o que são, já aceitaram, estão conformados; Morpheus os descreverá em Matrix.

Oh máquinas humanas, quem dera fosse possível ajudá-los, compreendê-los, quem dera fosse possível ouví-los.

O melhor é partir, os pássaros cantam, é preciso ouví-los.

Chaos A.D

O Fim

“Dizem que a luz só volta em dois dias, como vamos sobreviver?” Essa foi uma de muitas frases ouvidas e informações desencontradas na noite de ontem (10/11) após o “apagão” que ocorreu em 18 Estados Brasileiros.

Qual o tamanho da nossa dependência em energia? Sem dúvida boa da parte população brasileira é de 100%. As pessoas perdem o sentido de vida e talvez de existência sem energia elétrica.

Óbvio que seria assim, já que toda a comunicação se dá em grande escala por eletricidade. Sem Tv e internet (com exceção das baterias e geradores), muito menos celular, era esse o cenário por volta das 10:30 da noite de ontem.

Como o desconhecido é terra fértil para imaginações, em São Paulo cogitou-se um ataque, graças ao Pólo Petroquímico Capuava que iluminou a cidade, o Armagedom e o fim do mundo não foram descartados.

Assalto, medo, pessoas sem ter como voltar para casa, autoridades tentando explicar o que estava acontecendo e dizendo haver “planos de emergências” bombavam os ouvidos daqueles que resgataram o rádio. Pois é, o bom e velho rádio de pilha foi a estrela da noite, os holofotes se voltaram à ele que de coadjuvante passou a ser o ator principal.

Um dia após o tal “apagão” vemos oposição e governo trocarem “farpas” em caráter eleitoreiro, não se importando com os prejuízos econômicos, encontros cancelados, transtornos, acidentes e até mortes em hospitais por falta de gerador.

Um País que desse porte, as vésperas de extrair petróleo e gás com tecnologia de ponta demonstrou ontem a fragilidade de um sistema responsável por dar segurança e tranqüilidade a sua população. Tomara que graças a escuridão a ”turma do Bush”, sedentos por energia não tenham visto isso. Tomara.

Os Ismos do Mundo

deus capitalista

Assisti novamente o documentário chamado Zietgeist Addenddum, que trata na maior parte sobre o processo de formação do dinheiro, a partir do nada. Para que não viu, vale a pena, ao menos para ter uma visão diferenciada das coisas.Mas acabei me convencendo senão de tudo, ao menos de uma ideologia apresentada no vídeo. Não temos mais capitalismo, comunismo e muito menos socialismo; exatamente o que rege o mundo nesse momento é o dinheirismo.

No mundo global você é aquilo que você tem, ou o poder de compra que você tem equivale a sua representatividade na sociedade. E não há isenção, tudo está “amarrado” a money, dinheiro, tutu, dimdim.

Escutei um “causo” há uns dias atrás de um garotinho que vende latinhas e que conseguiu R$2,00 a mais porque colocou pedras dentro da latinha, aumentando o peso do produto e obtendo maior renda. Confirmou que só fez isso porque numa ocasião anterior o vendedor o pagou com balas e pirulitos ao invés de dinheiro.

O cerne de toda civilização é sua cultura e quando crianças, por maior que seja a dificuldade recusam um doce por dinheiro, temos que refletir.

“Não é mérito de saúde estar bem ajustado a uma sociedade profundamente doente”; a frase retirada do filme Zeitgeist pertence a J. Krishnamurti e reflete o estado de espírito que o tal garotinho possui. A sociedade está obcecada por dinheiro, não há sonhos e realizações que não estejam ligadas aos valores monetários, quer sejam profissionais, pessoais ou sentimentais.

Todos precisam de garantias, de qualidade de vida, de bem estar, precisam de um parceiro seguro e hoje só o dinheiro oferece essa segurança, só a boa remuneração.

Quem implantou essa ideologia? Os líderes das multinacionais, os que visam lucro e nada mais. Se você bate a meta está dentro, trouxe lucro, caso contrário está fora. Consuma o produto da moda e estará dentro de um círculo social, caso contrário está fora, simples assim.

É desta forma que funciona a sociedade doente, enferma de uma doença letal sem cura, mas a mesma enfermidade enriquece a muitos, assim como a AIDS, Gripe A, Ebola….