Ao assistir o documentário de Aluízio Oliveira: “Mídia, Poder e Sociedade” produzido pela TV Senado, defini que há um senso comum em relação à mídia, e esta definição se deu justamente porque nomes importantes e referências para a nova geração estavam lá e diziam as regras, ensinavam a história do jornalismo, como iniciou, a função dos jornais desde o início, e quem eram os repórteres da época, fazendo uma analogia de que tudo o que temos hoje é resultado do trabalho deles.
E esse jornalismo aconteceu por meio de concessões monopolistas, cujo interesse do governo estava sempre à frente, a concepção de liberdade de imprensa começou errada, pois faziam publicidade política e não houve imparcialidade, mas sim uma espécie de toma lá, da cá.
Pude notar isso inclusive num dado momento em que o repórter da TV Tupi entrevista o presidente Costa e Silva e o mesmo não sabe qual a rede de TV ou o nome do programa que está no ar, o “jabá” ali foi ditatorial.
Porém, ao iniciar o debate com outros nomes importantes da profissão, passei a ter uma nova ótica sobre o assunto, e me perguntei onde estão proprietários, onde está o povo, já que a TV é feita para eles, onde estão outras camadas da população e outros profissionais de diferentes segmentos para poder analisar a mídia que muitas vezes é a responsável pela compreensão da informação? O poder, que define quem somos no contexto social, nesta solidariedade orgânica em que vivemos, e a sociedade, que agrega um conjunto múltiplo de valores e pensamentos que batem de frente com muitas opiniões ali sentenciadas.
O jornalismo deve ser imparcial e um repórter deve ouvir mais de um lado, outros segmentos precisam proferir sua voz para que toda a sociedade possa ouvir, analisar, estruturar essas informações e conseqüentemente formar opinião, caso contrário estaremos novamente dando concessões a um pequeno grupo membros de uma elite, cuja fala é seguida pela grande maioria, sem que haja uma discussão para definir se eles estão certos e todos os outros errados.


