Ele queria encontrar, estava cansado de procurar, mas ainda não tinha desistido. Se cansou das estranhas razões, falsas emoções…queria algo maior, melhor, porque não sublime?
Ela por sua vez, talvez quisesse encontrar. Já havia achado? Não sei, mas queria encontrar algo novo, diferente, especial por que não?
O grande problema era como encontrar, onde estava o objeto da busca? Ninguém sabia. Lá no alto não estava, se fosse procurar nos mares profundos também não receberiam, tão pouco nos montes.
Aquele que a retinha e poderia levá-los de encontro testava muito os que mereciam receber.
Sim ele testava, era algo valoroso, precioso demais para ser dado de qualquer maneira. Alguns morriam e não conseguiam receber, outros em pouco tempo a tinham, mas não valorizaram e perderam a noção de tal preciosidade.
Mas ele, apesar de algo interior dizer que já havia encontrado, ainda receava. Sim receava, por culpa de frustrações anteriores, das diversas buscas e tentativas sem sucesso algum.
E ela o que achava de tudo isso? Quem poderia saber? Acredito que ninguém. Talvez o objeto da busca estivesse com ela então, porque isso era bastante provável de acontecer.
Se ela tivesse a certeza de estar com ela, seria uma grande maravilha, diria que uma verdadeira dádiva.
Definitivamente ele estava com muitas dúvidas, mas resolvera arriscar, ao menos mais uma vez, quem sabe. Talvez chegará o momento de por fim a sua busca, de encontrar o que tanto buscava.
Gritou! Sim, gritou com grande voz aos quatro cantos e disse qual era o objeto do seu desejo, o que ele queria que viesse ao seu encontro.
Por causa dela e dele, na cronologia de suas vidas, lá em algum ponto, se tornaram o principal assunto deste curioso conto.