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Mulheres Contemporâneas

Ahh! Por que tu não és natural?
Por que tanto te alteras e altera o teu semblante?
Foste dotada de extrema beleza desde teu nascimento
Mas esforça-te um mudar tão modelada obra

Oxalá, não existisse certos produtos estéticos
Muito menos preconceituosas máquinas
Que segregam pessoas, etnias
Que valorizam somente madeixas esvoaçantes

Nem mesmo o Google com todo poder, te encontra
Na essência, no carisma…longe dos estigmas
Longe de dogmas e futilidades a qual deixaste ser influenciada
E deles não foste cerceada

Eu desejo vê-la, eu desejo tê-la
No mais puro perfil, no mais sincero profile
Um dia ainda encontrarei tão almejada e cobiçada mulher

Chronos

Negra como a bela noite, assim tu és;
Nascera no início do que convencionou-se  chamar cronos.

Ainda eras criança quando te vi, cronos  jamais se fadigou e hoje tu cresceste, sorristes com
um belo sorriso, cercada por amigos;

Como era tradição da tua família recebestes um sinal, diferente, um tanto oriental;
assim sereis conhecida por todos os povos, em todas as línguas.

Desejastes poesia, mas em conto assim a inspiração escolheu,
Recito em prosa à ela  que nasceu para brilhar,
Mayeda é seu nome, a prima que o destino veio presentear

Quem Dera

Quem dera meu lugar fosse aí
Quem dera sua cidade fosse aqui
Mataria essa saudade
Tão recíproca, tão verdade

Como um dia disse o poeta
Cuja poesia não está acabada

“Esperança, porém tenho
De ter em meus braços algum dia
A mais bela surpresa dourada”.

ECHOS

Metrópole

Eles não estão, não se permitem conectar, correm demais, agitam demais, não há sincronismo, não há dedicação.

Informações desencontradas, gente indo e vindo, são confusos, não se concentram, não se vêem, há um vazio no meio da multidão.

O falado não se ouve, abstratos cosmopolitas; os sons se fundem e não são apreciados. Há motores, luzes, celulares, cordas, bumbos, tudo emiti som, nada é ouvido.

O que será do povo de Babel, estão enfermos e não percebem, estão atrasados, necessitam sobreviver, necessitam correr, é preciso ser.

Não dá, eles não serão, estão entregues, não há motivos para entender, são o que são, já aceitaram, estão conformados; Morpheus os descreverá em Matrix.

Oh máquinas humanas, quem dera fosse possível ajudá-los, compreendê-los, quem dera fosse possível ouví-los.

O melhor é partir, os pássaros cantam, é preciso ouví-los.

XI Encontro da Cultura Negra

Confira a programão no Quilombo Independência, em Paraty-RJ

Qulimbo Campinho-Programação