
O Fim
“Dizem que a luz só volta em dois dias, como vamos sobreviver?” Essa foi uma de muitas frases ouvidas e informações desencontradas na noite de ontem (10/11) após o “apagão” que ocorreu em 18 Estados Brasileiros.
Qual o tamanho da nossa dependência em energia? Sem dúvida boa da parte população brasileira é de 100%. As pessoas perdem o sentido de vida e talvez de existência sem energia elétrica.
Óbvio que seria assim, já que toda a comunicação se dá em grande escala por eletricidade. Sem Tv e internet (com exceção das baterias e geradores), muito menos celular, era esse o cenário por volta das 10:30 da noite de ontem.
Como o desconhecido é terra fértil para imaginações, em São Paulo cogitou-se um ataque, graças ao Pólo Petroquímico Capuava que iluminou a cidade, o Armagedom e o fim do mundo não foram descartados.
Assalto, medo, pessoas sem ter como voltar para casa, autoridades tentando explicar o que estava acontecendo e dizendo haver “planos de emergências” bombavam os ouvidos daqueles que resgataram o rádio. Pois é, o bom e velho rádio de pilha foi a estrela da noite, os holofotes se voltaram à ele que de coadjuvante passou a ser o ator principal.
Um dia após o tal “apagão” vemos oposição e governo trocarem “farpas” em caráter eleitoreiro, não se importando com os prejuízos econômicos, encontros cancelados, transtornos, acidentes e até mortes em hospitais por falta de gerador.
Um País que desse porte, as vésperas de extrair petróleo e gás com tecnologia de ponta demonstrou ontem a fragilidade de um sistema responsável por dar segurança e tranqüilidade a sua população. Tomara que graças a escuridão a ”turma do Bush”, sedentos por energia não tenham visto isso. Tomara.